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ANIVERSÁRIO DE UM ANO DO ESTADO DE GREVE COM A CHAMADA: “ESTADO DE GREVE: EU APOIO”.

ANIVERSÁRIO DE UM ANO DO ESTADO DE GREVE COM A CHAMADA: “ESTADO DE GREVE: EU APOIO”.

GREVE HISTÓRICA DA EDUCAÇÃO DO AMAZONAS – 2018 – EU PARTICIPEI!

CAPÍTULO I – O ESTADO DE GREVE – Construindo a greve

Existia uma vontade insubmissa no ar, se não de todos, mas de alguns que teimavam em tirar a categoria da letargia em que se encontrava, mesmo estando a longos quatro anos com os salários congelados. Existiam os que não se conformavam com tamanha crueldade para com a categoria da educação, não conseguiam continuar permitindo a negação do direito que estava sendo usurpado, estes queriam a todo custo que neste ano – 2018 – a história não se repetisse, mas que a conquista viesse através da luta.
Assim foi que no dia 24/02/2018, pouco mais de 80 professores e alguns poucos servidores administrativos, vigias, serviços gerais e merendeiras, que participaram da Assembleia Geral que fora convocada, reunidos em uma das salas do Centro de Pastoral Nossa Senhora do Rosário, deliberam ESTADO DE GREVE, por não aguentarem mais tamanho desrespeito para com a categoria. O ESTADO DE GREVE foi o apito inicial de uma partida que iria ser decidida no minuto final da prorrogação. Sim, foi avisado desde o início o que poderia vir a acontecer, e aconteceu do jeito que foi previsto e contado.
O ESTADO DE GREVE se espalhou pela Capital e pelo Interior como faísca no mato seco. O interior comprou a briga. ANORI, gravou o primeiro vídeo – “ESTADO DE GREVE, EU APOIO!” e depois, seguiram-se outros municípios aderindo o ESTADO DE GREVE, preparando o que viria a ser a maior Greve da Educação do Amazonas. A diretoria do ASPROM/SINDICAL, visitou as escolas que pôde, para conversar e incentivar os professores a aderirem a greve que se avizinhava. Em algumas escolas percebeu-se a firmeza dos professores afirmando que a greve era necessária, que somente com a greve poderíamos conquistar o descongelamento salarial, em outras escolas, ainda havia uma dúvida que pairava no ar, justificada no discurso da desunião da categoria, enquanto que o argumento do ASPROM/Sindical era: “Seja você o elo da corrente de união da categoria”. Assim, nas escolas em que o ASPROM/SINDICAL conseguia entrar (pois em muitas houve impedimento), a novidade era propagada: “Estamos em ESTADO DE GREVE” e logo por todo lado se ouvia a novidade: “Estamos em Estado de Greve” e repetia-se a frase: “JUNTOS SOMOS MAIS FORTES”, frase propagada pelos outros servidores da Educação: vigias, merendeiras e serviços gerais – VAMSEG.

O ESTADO DE GREVE deliberado em Assembleia Geral no dia 24/02/2018, foi, sem sombra de dúvidas, o pontapé inicial da Greve Histórica da Educação do Amazonas.

Neste período houve 03 importantes eventos:
Dia 08/03 – evento em frente a Sede da SEDUC, liderado pelo MOVIMENTO CANDIRU, para debater, na rua, sobre o cotidiano da mulher no ambiente escolar e para denunciar as mazelas da educação.
Dia 13/03 – Paralisação de Advertência em frente à EE Dom João de Sousa Lima (Cidade Nova) em desagravo àquela comunidade escolar que, por denunciar a falta de merenda escolar, foi alvo de retaliação tendo a gestora, que era bem aceita por todos, exonerada da função e sendo, os professores, considerados pessoas que faltaram com a verdade, na medida em que o Secretário de Educação Lourenço Braga afirmou na imprensa que nunca havia faltado merenda naquela escola. A manifestação aconteceu embaixo de chuva que persistiu em cair durante toda a manhã. Neste dia ainda, à tarde houve uma linda passeata, saindo da frente da EE Dom João de Sousa Lima, Cidade Nova 2, rumo ao Terminal de Integração T/3, local onde o trânsito foi paralisado pela categoria, mas com o apoio da sociedade que presenciou os professores, pedagogos e servidores administrativos de mãos dadas, numa grande roda, de onde em uníssono gritavam por seus direitos. Este foi um momento singular, onde a categoria era aplaudida pelos usuários dos ônibus. Neste mesmo dia, houve manifestações em vários outros municípios, Anori, Coari, Parintins, Manacapuru, Codajás, Humaitá, Tonantins, Tabatinga, São Gabriel da Cachoeira, Itacoatiara, Envira, Tefė, Amaturá, Fonte Boa, Iranduba, Boca do Acre, que compartilhavam da mesma agenda do Estado de Greve deliberada pelos professores da capital.
Dia 14/03/2018 – Dia da histórica Audiência Pública na ALEAM, que teve a galeria e a plenária lotada por professores da capital e do interior e ainda pelos servidores administrativos – VAMSEG, onde finalizando a mesma, o governador teve que enviar o Projeto da Data-base para ser apreciado pela categoria que se reuniu em Assembleia Geral Extraordinária, às 16:00h em frente à Quadra da Escola de Samba de Aparecida, pois a Sede da FETRACOM ficou pequena para receber um contingente de quase 600 pessoas. A Assembleia rejeitou, por unanimidade, o percentual de 8% oferecido pelo Governador Amazonino Mendes e deliberou por INDICATIVO DE GREVE.
Assim, na manhã do dia 15/03/18 – assistiu-se por todas as zonas da Cidade de Manaus, várias manifestações de professores, onde se ouvia o refrão: “Se não reajustar, Educação vai parar”.
Neste dia 15/03, o Governador Amazonino Mendes e o Secretário de Edoucação Lourenço Braga foram, devidamente, notificados de que a categoria havia rejeitado os 8% e deliberado por INDICATIVO DE GREVE, que não abriria mão dos 35% de reajuste, e que no dia 16/03/18, haveria uma ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, onde, possivelmente, a GREVE seria deflagrada pela categoria.

Por Helma Sampaio – Coordenadora Geral do ASPROM SINDICAL

ESTADO DE GREVE 24/02/2018
ASSEMBLEIA GERAL DE DEFLAGRAÇÃO DO ESTADO DE GREVE SEDUC 2018. DIA 24/02/2018
ASSEMBLEIA GERAL DE DEFLAGRAÇÃO DO ESTADO DE GREVE SEDUC 2018. DIA 24/02/2018
ASSEMBLEIA GERAL DE DEFLAGRAÇÃO DO ESTADO DE GREVE SEDUC 2018. DIA 24/02/2018

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